Parte da vida adulta é perceber que deixou para trás coisas que fazia apenas para você. Vendeu o seu tempo, sua energia, sua criatividade. E criou para os outros, criou porque é preciso, criou na pressa. Até que um dia você se depara com um texto antigo — no meu caso, arquivos de infância esquecidos em um HD externo — e se pergunta: por que eu parei de escrever mesmo? Reescrevendo o ditado: Trabalhe com o que ama e nunca mais o faça apenas por amor. Acredito que isso se aplica, pelo menos, a nós escritores. A verdade é que eu não parei de escrever um dia sequer nesses três anos. Talvez até tenha escrito demais (e-mails contam?). Mas não escrevi para mim. Não escrevi sobre o que eu queria, nem da forma que gostaria. E estar aqui novamente chega a me dar adrenalina. O ato de coragem de escrever sem saber para onde o texto vai. Sem objetivo, meta, pauta ou escopo. Sendo justa, eu amei receber por escrever. Ter audiência. Reconhecimento. Sentir que o que eu escrevo te...
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