![]() |
| Foto: Disney +/ Reprodução |
A especialidade dos estúdios Disney é reaproveitar personagens e histórias: é live action, sequência e remake para todo lado. A reciclagem da vez é Cruella, personagem que apareceu em “101 Dálmatas” (desenho), “101 Dálmatas - O Filme” (live action de 1996), “102 Dálmatas” (sequência 2000) e ainda na trilogia “Descendentes” e na série “Once Upon a Time”.
Cruella (2021), por sua vez, é um filme focado na vilã, e sua originalidade está em criar uma história de fundo para uma personagem que já conhecemos. Essa proposta, no entanto, tampouco é original, pois foi feita em “Malévola” e “Coringa” de forma similar.
O roteiro, na tentativa de responder “Por que a Cruella é assim?”, seguiu o caminho de sucesso de Coringa, justificando a maldade em loucura, psicopatia e até uma possível bipolaridade. A personalidade vilanesca é um conjunto de dois elementos: coisas ruins aconteceram com eles, o que aflorou distúrbios mentais já existentes desde o nascimento.
Além da similaridade com o filme de Todd Philipps, o longa da Disney também foi comparado ao Diabo Veste Prada, pois traz os mesmos clichês: uma gênia da moda que trata os funcionários mal e uma assistente que se submete a qualquer coisa para manter o emprego.
![]() |
| Foto: Disney + / Reprodução |
Em quesito de moda, Cruella também é similar a “Emily em Paris”, série da Netflix, pela questão de ‘invadir desfiles de moda’. No entanto, não tem nem como comparar a qualidade das duas produções: Cruella é de longe mais inspirado. E esse é o ponto, por mais que o filme beba de fontes que muitas produções já beberam, pelo menos a história tem uma dose de inspiração. A moda é tratada como arte de revolução, manifesto, e as roupas do filme são muito interessantes.
![]() |
| Foto: Disney +/ Reprodução |
Também traz um elenco de peso com Emma Stone no papel principal e Emma Thompson como antagonista. As atuações seguram a nossa atenção, e não o suspense, porque o enredo em si é bem previsível. A dupla de capangas, Joel Fry e Paul Walter Hauser, foi mal aproveitada, pois o humor do filme é bem óbvio, sem grandes tiradas.
Com uma Cruella pouco cruel, esse filme não vai entrar para a história. Vale lembrar que a Disney está sempre presa ao “filmes para crianças” e por isso não consegue produzir o próximo Coringa: não há maldade. O filme peca da simplicidade de Malévola, tudo é óbvio e fácil de entender, além de coisas esdrúxulas como cães (graficamente muito falsos) super bem treinados para roubar .
Agora, está nas mãos da sequência, já confirmada, a dar um upgrade nessa história. Temos uma origem, ok, mas e agora? Quem é Cruella, afinal? O que ela fará com a sua maldade, loucura e genialidade? O jeito é esperar para ver.



Comentários
Postar um comentário