Amor e Monstros é tão bom quanto dizem?

Imagem: Netflix/ Reprodução


Eu sou fã dos livros e filmes de Maze Runner, então corri assistir o Dylan O’Brien no novo filme da Netflix Amor e Monstros. O título chamou atenção porque está concorrendo ao Oscar pelos efeitos especiais e a crítica foi só elogios. Mas por quê? Para mim, o filme foi divertido e serviu para passar a hora, mas nada além disso.

Para começar, temos um apocalipse gerado por mutações de insetos, répteis e anfíbios em monstros gigantes. Não muito original. Então temos Joel, um protagonista que ficou afastado da garota que ama no apocalipse, gostaria de ir atrás dela, mas tem muito medo dos monstros e não consegue lutar contra eles.

A premissa do filme grita “Sessão da Tarde” e entrega isso mesmo, um filme divertido, mas não memorável. O único motivo pelo qual eu recomendo o filme é o cachorro super fofo: o Boy. A partir daqui vou dar mais detalhes sobre a minha opinião controversa do filme e por detalhes eu digo SPOILERS! Vocês foram avisados.

Amor e Ilusão (contém spoilers)

Não sei qual é a do Dylan O’Brien e monstros, primeiro Stiles contra lobisomens e outras criaturas mitológicas em Teen Wolf, depois os Verdugos em Maze Runner, e agora insetos gigantes (ou Verdugos de novo, mesma coisa). Nada contra o ator, mas o papel não se destaca e não o favorece em nada. 


Verdugo e Dylan O'Brien em Maze Runner, qualquer semelhança é mera coincidência. Imagem: Maze Runner Correr ou Morrer/ Reprodução


E em todos os papéis ele é apaixonado perdidamente por uma garota. É fácil para a audiência se identificar com o estar enclausurado, temer e combater monstros, ficar longe de quem ama, pois todos esses temas são super atuais com a pandemia. Mas será que alguém consegue se identificar com a escolha de Joel?

Correr atrás dos seus sonhos é ótimo, mas, no caso dele, anos se passaram e ele mal tinha contato com a garota. A forma como ele pensava nela, falava com ela, escrevia cartas para ela, pode ser tanto fofo quanto obsessivo. Era lógico que muito havia mudado, e, pelo menos, o final seguiu essa linha mesmo.

O protagonista não é muito cativante, e aí entram os coadjuvantes. Com os amigos dele e a Aimee mal aparecendo, quem ganhou espaço foi o cachorro Boy, Minnow (a menininha) e Clyde. Esses personagens são muito mais interessantes, garantem a sobrevivência do Joel e perderam pessoas amadas. 

Infelizmente, Minnow e Clyde logo saem da trama e Boy fica em uma corda bamba entre cenas incríveis e cenas forçadas. Nas cenas finais, Joel pede para que Boy salve Aimee, e o cachorro - que nunca tinha ao menos visto a garota - foi imediatamente em direção a ela.

O filme conta com várias cenas pouco convincentes, principalmente por Joel ter escapado ileso de suas batalhas com monstros, mesmo sem saber lutar, e todos os personagens importantes terem sobrevivido aos ataques. 

Para terminar o papelão, temos um final super otimista. Pessoas que perderam amigos nas lutas contra os monstros e se esconderam por anos não hesitaram dois segundos para sair dos esconderijos quando Joel diz que dá para encarar os monstros. 

Muitos elogiaram a evolução do protagonista, mas, para mim, parece que ele foi de uma ilusão a outra. De “viver um amor” a “salvar o mundo''. Um final bem Maze Runner, aliás. E com o “tudo vai ficar bem” o filme se coloca mais uma vez na categoria Sessão da Tarde. Ou talvez eu seja pessimista demais para o filme. 


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