Wandavision: Crítica e futuro do Universo Marvel

Foto: Divulgação Oficial Disney +


Eu não acompanho tudo da Marvel, mas quando eu vi o trailer de WandaVision eu soube que assistiria a série. Sitcom? Casalzão? Conte comigo. Lembro que quando a minha família sentou para assistir os dois primeiros episódios, todo mundo - menos eu - odiou e desistiu da série.

No começo, a série é uma sitcom dos anos 60, com aquela cultura antiquada, imagem preto e branco e piadinhas sem graça. Mas claro que isso fazia parte de um plano, de um plano muito ousado e de grande sucesso. Então, para quem ainda não assistiu, fica aqui a minha recomendação e também a dica de persistir caso os primeiros eps não te agradem: melhora, e MUITO. 

Essa matéria foi feita em parceria com a Jéssica Blaine, redatora da The Geek e do Hospício Nerd, que revelou as teorias, confirmadas e especulativas, do futuro do Universo Marvel.

Sem mais delongas, vamos aos SPOILERS

A Minissérie perfeita

WandaVision teve começo, meio e fim, como uma boa minissérie. Entretanto, é absurdo a quantidade de coisas que eles conseguiram explorar em apenas 9 episódios. Teve a cultura de 6 décadas, links e curiosidades com resto do Universo Marvel, temas como luto e machismo, além de um roteiro original.

Histórias de super-heróis costumam ser mais do mesmo, mas não há nada como WandaVision. Uma mulher constrói uma cidade sem intenção, e se inspira nas sitcoms que assistiu na infância para controlar tudo e a todos. Uma reação à perda do marido que ao mesmo tempo que é terrível, é inocente. 

O pior mentiroso é aquele que acredita em sua mentira. E Wanda acredita que não está machucando ninguém, que todos estão bem, que o Visão e seus filhos estão vivos. É uma trama nova, envolvente, e inspiradora. Mas eu menti no subtítulo, ela não é perfeita.

Nada a criticar nos primeiros episódios, por mais que eles tenham perdido parte da audiência. Acho que foi a parte mais ousada do roteiro e é incrível que tenham aprovado algo tão ruim, comercialmente falando. Mas WandaVision apresentou diversos personagens coadjuvantes com muito potencial e nem todo o potencial foi aproveitado.

Personagens coadjuvantes


Monica Rambeau, filha da amiga da Capitã Marvel, apareceu como a mulher foda que resolveria tudo. Ela foi foda, mas não resolveu tudo, inclusive, mal apareceu no final da série. Pelo menos a primeira cena pós-créditos nos indica que ainda veremos muito dela. Darcy Lewis, do primeiro filme do Thor, causou muito quando apareceu (rendendo algumas das melhores cenas da série), mas também sumiu no final da série.

Agnes/ Agatha, a bruxa, estava ótima no papel de vizinha intrometida, mas não convenceu tanto assim como bruxa. Essa linha da trama que não foi muito explicada ou resolvida e enrolou os últimos episódios com muitas voltas ao  passado, e acredito que muita gente preferia ver pancadaria kkkk Pelo menos, ela serviu para incentivar a Wanda a explorar os seus poderes, como vemos na cena pós créditos dois.

O Jimmy Woo, agente do FBI de Homem-Formiga, fez um bom papel e recebeu um protagonismo uniforme ao longo da série. Assim como o antagonista, o Hayward, que fez um bom papel mas fez um plano bem mixuruca. E falando em protagonismos, quem não foi protagonista da série é o homem do título, o Visão.

Não vemos o Visão fazer nada extraordinário, ele leva vários episódios para entender o que está acontecendo e é um tanto palerma. De toda forma, descobrir que a Wanda não reanimou o corpo do Visão, mas sim o criou do zero, foi um baita plot twist. O Visão reanimado (corpo original, mas sem a joia da mente), não ganhou um final, o que indica que ainda veremos ele por aí.

A Marvel sabe como trazer defuntos de volta kkkkk E ficamos na expectativa do que as próximas séries (Soldado Invernal e Falcão, Loki) e filmes do MCU trarão. Esperamos que seja tão bom quanto WandaVision. Para falar mais sobre o futuro do MCU, eu convidei a minha amiga Jéssica Blaine, redatora da The Geek e do Hospício Nerd. Boa leitura e até a próxima!

Wandavision e o Universo Marvel (por Jéssica Blaine)

O estilo sitcom da série, com um formato humorístico e clássico, um tanto raro no MCU, foi um dos principais fatores que tornou WandaVision a produção mais bem sucedida da Disney+ e Marvel Studios. Considerada uma espécie de fenômeno da indústria cinematográfica, a pontuação mais baixa que a série recebeu foi no sétimo episódio, “Quebrando a quarta Parede”, com 83% de aceitação no Rotten Tomatoes

Com referências às séries mundialmente famosas “The Office” e “Happy Enddings”, o episódio 7 é centrado em Wanda e em seu desgaste emocional, com alguns momentos aqui e ali onde Visão e a doutora Darcy Lewis tentam voltar para casa depois da estranha e estressante noite passada. O episódio é um tanto monótono, mas sua cena final revela a farsa de Agnes Harkness (a dita vizinha enxerida).

A personagem que invadiu o streaming nessas últimas semanas como a principal vilã da trama foi adaptada dos quadrinhos e é uma das principais bruxas da Marvel. A primeira vez que ela apareceu nas HQs foi na revista Fantastic Four #94, criada pelo nosso eterno Stan Lee e Jack Kirby em janeiro de 1970. Nos quadrinhos, ela se chama Agatha Harkness e é apresentada como a babá de Franklin Richards, filho de Reed Richards e Susan Storm (o Senhor Fantástico e a Mulher Invisível do Quarteto Fantástico). 

Por falar nisso, o novo filme do Quarteto Fantástico já foi confirmado pelo produtor e presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, e será dirigido pelo mesmo diretor da atual franquia de Spider-Man.  Será que Harkness dará as caras novamente em um futuro próximo nas telonas do MCU? É quase certo que sim! 

O episódio 8 chega a doer no coração, como algumas cenas de “Avengers Endgame” e “Guerra de Ultron” que marcaram presença. No entanto, a “cereja do bolo” são as cenas de infância de Wanda, que até explicam o seu fascínio por sitcoms e como seu poder se originou quando ela ainda era uma menina de 10 anos de idade, além das cenas que acompanha Wanda na Sword,  tentando ver o corpo do Visão morto.

O corpo estava no comando de Tyler Hayward, diretor da Sword que tenta reconstruir o Visão, deixando as memórias de lado e criando assim, uma máquina ‘fria’ e mortífera: o denominado “Visão Branco” ou "White Vision”, adaptado da HQ  “Vision’s Quest”, personagem este que, inclusive, tem grandes chances de aparecer nos próximos blockbusters do MCU.


Mas agora, o que dizer sobre este grand finale de WandaVision, lançado na última sexta?

O episódio parte do ponto em que deixou e nos mostra a protagonista em um dilema dúbio entre libertar seus “cidadãos fantoches” ou salvar sua família de uma extinção um tanto inevitável. Neste momento, Agnes a provoca e delineia suas únicas duas opções: “Já entendeu?! Você ligou sua família á este mundo distorcido, agora um não pode existir sem o outro. Salve Westview ou salve sua família.”

A câmera, em um movimento rotacional e moderno, que se distingue da fotografia dos primeiros episódios e que quase cria um novo gênero fotográfico, capta a confusão, o desespero e o medo da solidão, presente no olhar da personagem — que Elizabeth Olsen, de apenas 32 anos, personifica de uma forma impecável.


Imagem: Reprodução/ WandaVision

Além disso, pela primeira vez, tivemos dois ‘Visões’ gladiando em um mesmo screen. A teoria que estava sendo divulgada sobre o Visão falava que partes da HQ “Vision’s Quest” iria ser adaptada neste episódio final, incluindo o trecho da história em quadrinhos em que o Visão Branco recupera suas memórias, e isso realmente aconteceu no episódio. 

Em uma conversa um tanto complexa, que envolve até mesmo a teoria metafísica do "Navio de Teseu”, o Visão criado pela Wanda toca no chip responsável por bloquear as memórias do Visão Branco, o que mostra que o Visão Branco veio para ficar.

Sem contar que, depois de todo o desenrolar do episódio, em uma cena pra lá de emotiva entre a Wanda e o Visão que ela criou, ele mesmo diz: “Já nos despedimos antes, então faz sentido achar que…”. E ela conclui, em uma mistura de lágrimas e sorriso: “Diremos ‘Olá’ outra vez!”


Imagem: Reprodução/ WandaVision


A primeira cena pós-crédito apenas confirma o que já sabíamos, levando em consideração o fato de que a atriz que interpreta Monica Rambeau já tinha sido confirmada para a sequência de Capitã Marvel, longa que se encontra em processo de produção.

A segunda cena extra é aquele gostinho de “algo mais” e passa depois de todos os créditos. De começo não parece ser uma cena muito reveladora, mas logo vemos a Feiticeira Escarlate em seu uniforme peculiar e flutuando no ar,  enquanto folheia o livro de feitiços e testa alguns “truques”. 

Até aí tudo bem, mas então as vozes de Billy e Tommy Maximoff, seus filhos, começam a ecoar como um pedido de socorro. Uma cena que praticamente nos comprova que a trama de “Doutor Estranho: No multiverso da Loucura”, (longa que juntará Wanda com o Mago Supremo em uma nova missão) envolverá os gêmeos.

Eu não sei vocês, mas a questão que me vem à cabeça é: e Darcy? Ela vai aparecer novamente? Até agora, não temos nenhuma pista sobre o futuro de Darcy Lewis no UCM, já que a própria atriz que interpreta a personagem (Kat Dennings) negou aparição em “Thor: Love and Thunder”, que é onde todos os fãs juravam que ela faria presença, já que Darcy esteve nos dois primeiros filmes do Deus do Trovão.

Agora, nos resta só esperar e bastante! 

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