Para todos os garotos que já amei é lindo, agora e para sempre


Acabei de terminar o último filme da trilogia “Para todos os garotos que já amei” e estou em prantos. Revi algumas cenas, levei uns minutos para absorver o final e agora vim escrever para vocês. 

Confesso que quando vi o primeiro filme, fiquei decepcionada com a adaptação do livro. Apesar de ser bem fiel, a versão da Netflix deixou alguns pontos importantes de lado, como falarei mais à frente. O segundo filme ganhou pontos por trazer Jordan Fisher (o John Ambrose, lembra?), mas foi clichê demais. Agora, o terceiro e último filme… Pagou os pecados da trilogia inteira. A partir de hoje eu digo que nunca critiquei, "Agora e Para Sempre" se tornou um dos meus filmes favoritos. 

Hoje vou falar sobre ele (sem spoilers), comparar a trilogia com os livros, e, por fim, tem a participação da Isabella Simm surtando comigo sobre essa história. Pega um cookie e vamos lá!

O final perfeito

Foto: Netflix/ Reprodução

A história recebeu o final que merecia. Não só as últimas cenas eram de despedida, o filme todo é uma festa de despedida. Tem uma fotografia linda, presença e encerramento dos coadjuvantes e momentos marcantes dos personagens (isso não falta). As cenas são rápidas e o filme tem mais música do que diálogo mas isso não é problema.

A atmosfera musical colocada no filme, junto com elementos gráficos novos animações, fotografias torna o filme uma verdadeira obra de arte, como folhear rapidamente um bloquinho e ver uma imagem se formar. Além de que tudo no filme é turquesa, cor que eu amo e escolhi para ser a cor do blog.

Prometi sem spoilers e vou cumprir, assistam e me digam o que acharam!

Fez jus aos livros

Imagem: Bugadão

Como uma leitora fiel da triologia, talvez eu devesse ser mais severa, mas fazer o que, eu amei os filmes. Eu sou a favor de não seguir o livro ao pé da letra, linguagens diferentes exigem abordagens diferentes. Todavia, para não ficar aqui só rasgando ceda, eu tenho sim uma crítica, algo dos livros que eu senti falta de ver nos filmes.

Quando Margot vai para a Escócia no primeiro livro/filme, o drama não é apenas saudade. Margot segurava as pontas dentro de casa, lembrava o pai de se cuidar e era uma segunda mãe para as irmãs. Ela passou essas responsabilidades para Lara Jean, que tinha muito medo de não chegar à altura da irmã mais velha.

Essa ausência da figura é materna é algo dolorido e muito presente nos livros, mas nos filmes foi retratado de outra maneira. O pai das meninas não é tão dependente quanto nos livros, e elas também são mais imaturas, não tratando a infância apressada que elas tiveram por causa da morte da mãe.

Acredito que o assunto é muito pesado e o filme queria ser mais leve e alegre. Os conflitos familiares foram mais explorados nos arcos de Peter, e o casal principal rendeu drama suficiente para a trilogia toda. Senti falta de ver o lado mãezona da Lara Jean, mas aceito a escolha do roteiro, afinal, é um filme para deixar o coração quentinho.

Vou deixar as palavras da minha amiga Isabella fecharem essa carta de amor porque ela escreve tão bonito e deixa sorriso no rostos das pessoas. Não esqueçam de ver o trabalho dela no grafia21, e até semana que vem ❤️

P.S.: Tem mais uma fã

Foto: Netflix/ Reprodução


Até ver o primeiro filme, eu não conhecia Para Todos os Garotos. Lembro que a minha irmã, sempre por dentro das novidades da Netflix, ficou me lembrando no melhor estilo despertador para a gente assistir. Era madrugada, as duas espremidas na cama tentando equilibrar o computador. “Vamos lá para mais uma comédia romântica”, pensei. 

Juro que não achei que ia gostar tanto. A história é um clichê, mas tem aquele quê de especial. A confusão das cartas é algo meio impossível de acontecer hoje em dia? Bem, é. Mas achei os personagens fofos e a trama envolvente. Dá esperança para as garotas tímidas como a Lara Jean e bem… eu. 

O segundo filme eu assisti com a minha amiga dona deste maravilhoso blog. Ele traz o amadurecimento emocional da Lara Jean, que percebe ao final seus reais sentimentos pelo Peter. A história mostra uma situação real: nós, quando em um relacionamento, achamos outras pessoas interessantes. É um fato, existem mais de 8 bilhões de seres humanos por aí. Porém, quando fazemos uma escolha ao estar com alguém, é um ato de amor renovar essa decisão mesmo que apareçam outras companhias no nosso caminho. 

Vamos agora para a famosa polêmica. Peter Kavinski ou John Ambrose? Olha, para ser bem sincera, acho que a narrativa não favorece muito o Peter não. O John aparece como aquele “alívio” para a Lara Jean, que passa por problemas no relacionamento. Um menino fofo, engraçado, romântico…(oi sumido). Tudo o que o Peter “não está sendo”. Vamos dar um desconto para o garoto, ninguém precisa estar bem 100% do tempo, mas… Analisando só o segundo filme, o John é um personagem mais interessante e melhor construído, na minha opinião. 

Como uma leitora voraz e recentemente impulsionada pela pandemia , tenho vergonha de admitir que não li nenhum dos livros da saga. Sim, eu achei a história legal e meio original, na época (hoje eu já assisti pelo menos mais uns três filmes com propostas quase idênticas). Mas não sei, esqueci de Para Todos os Garotos, ficou para “um dia eu leio” e o dia ainda não chegou. 

Neste próximo filme, os dois vão para faculdades diferentes. Será que eles vão conseguir manter o contato ou vão tomar chá de sumiço? Bem, a gente torce pelo amor. Espero ver nesse terceiro filme muitas confusões, contratempos e soluções dignas de uma comédia romântica, é claro.


Imagem: Lydia @donnit14, Pinterest




Comentários

  1. Enquanto assistia fiquei com medo de que o casal desistisse do almejava para manter a relação. Fiquei aliviada e sorri quando vi que estava errada

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