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| Foto: Reprodução/ Netflix |
A série de hoje não poderia passar batido aqui no blog: ela é adorada pela minha geração (anos 2000), e era um dos lançamentos mais aguardados do ano na Netflix. No post de hoje vou resenhar a série de forma desapegada — para ser sincera, não lembro tanto assim do desenho e não criei grandes expectativas antes de assistir.
Mas não se preocupe, se você está muito decepcionado com a série ou precisa surtar sobre as diferenças do desenho, eu não te deixei na mão. A minha amiga Isadhora Santa Clara, fã de carteirinha do desenho O Clube das Winx, está colaborando comigo nesse texto. E se você ainda não assistiu, não esquenta a cabeça que a resenha de hoje é livre de spoilers. Para completar, no final desse post tenho uma surpresa para vocês. Vamos começar?
♫ Sei que você vai querer ler, até o final ♫
Ficção teen
Fate: A Saga Winx falhou como adaptação, mas funciona bem como série teen de ficção/ aventura (mesmo nível de Teen Wolf e Shadowhunters). A história é centrada em Bloom, uma fada do fogo criada no mundo humano que descobre seus poderes. Ela passa a estudar em Alfea, onde faz amigas, encontra um crush e arranja confusão. Aliás, o tom adulto prometido pela série, cuja indicação é 16 anos, ficou só em piadinhas sexuais e drogas — as atitudes dos personagens são bem infantis.
Apesar disso, eu gostei da premissa. A série coloca um mistério no primeiro episódio e o desenvolve ao longo da trama. Esse é o ponto alto: a parte mística, os segredos não descobertos e a pegada terror. Nesse começo, os personagens ficaram inexplorados (não sabemos nada sobre Aisha, por exemplo), o que é explicado parcialmente pela limitação de episódios.
Navegando na onda Lupin, Fate: A Saga Winx tem apenas 6 episódios. Ela peca com seus coadjuvantes e precisa aprender com O Mundo Sombrio de Sabrina que protagonistas super poderosas e impulsivas precisam de um equilíbrio com personagens gente boa, se não o expectador cansa. Mais alguém aí quis dar uns tapas na cara da Bloom para ver se ela acorda?
De toda forma, espera-se que a segunda temporada, caso seja confirmada, mostre mais as outras fadas e as consolide como um grupo. Inclusive, tô esperando até agora elas darem as mãos e se tornarem poderosas.
(Teoria da Conspiração) Fãs me perdoem, mas esse lance de fada com poder de elemento da natureza tá meio passado. Cada Winx tem uma correspondente em Tinker Bell e os poderes são associados às mesmas personalidades: a da água se preocupa com os outros, a rainha tem o poder do sol, a fada do ar é a vilã… Quem imitou quem, será?
Espaço para Isadhora Santa Clara
Quando era criança, um dos meus passatempos favoritos era brincar de Winx. A graça do desenho era a magia e como transformava os personagens, sem nunca cancelar sua genuinidade. É claro, o público era infantil, logo, se tratava de uma história simples e compreensível. Os personagens tão pouco eram os mais complexos.
É esperado que o live action precise ter seu universo explorado mais profundamente. Afinal, o seu público amadureceu. O mesmo deveria ter acontecido com a história. Entretanto, Fate: a Saga Winx apresenta o enredo e os diálogos mais genéricos de uma série teen, sem zelo pelos personagens e temas do desenho original. Até mesmo o gênero teen foi desvalorizado por essa razão.
No fim, me parece que os nomes dos personagens foram as únicas características a permanecer. Para mim, a Netflix pegou o esqueleto da história das Winx, o suficiente para poder usar o nome, e não se preocupou em explorar nada mais. Se a Bloom de repente se chamasse Mari não existiria nada que me lembrasse da fada da minha infância. Inclusive, cadê a música de abertura? E as transformações para o modo magia?


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