Vale a pena assinar Disney+?

Meu irmão assinou Disney+ (obrigada pelo patrocínio) e a minha primeira impressão da plataforma não foi das melhores: não tinha nada de novo. Os filmes dos estúdios Marvel e Pixar fazem tanto sucesso que eu os vi no cinema, na TV ou no streaming que abrigava o conteúdo antes, portanto é difícil achar algo que você não viu. E não tem nada além, nenhum filme sessão da tarde, um romance, ou um filme cult porque o catálogo contém apenas filmes dos estúdios Disney, sem muita variedade.

Por isso eu digo: ainda não supera serviços como Netflix e Amazon Prime Video. Esses dois têm filmes e séries de sucesso, conteúdo para todos os gostos e estão sempre lançando produções originais. A Disney talvez chegue lá um dia, mas, por enquanto, só supre as necessidades de quem tem criança em casa ou de quem ama, tipo, AMA MUITO, a Marvel. Eu gosto do Marvel, mas não assisto filme de herói toda semana. Queria mais era umas séries para maratonar.

No meio do catálogo, eu encontrei 5 filmes cuja estreia foi diretamente no serviço de streaming, originais Disney+, vou falar um pouco sobre cada um.

Soul

Imagem: Divulgação oficial Disney +, 2020

De todos da lista, esse é o único que realmente tem a qualidade esperada da Disney, uma produção impecável. Dos estúdios Pixar, o filme conta a história de Joe Gardner, um professor de música, que sonha em ser um pianista de jazz de sucesso. No dia em que recebe o convite para tocar com a famosa Dorothea Williams, ele morre em um acidente. No pós-vida, ele se recusa a ir para o céu e se mete em confusão para tentar retornar à vida. O filme é divertido e filosófico, trazendo a cultura do jazz estadunidense com cenas musicais lindas.

Críticos do El País e da Gazeta do Povo se revoltaram que o filme é mais para os adultos do que para as crianças. Não tenho crianças em casa para fazer o teste, mas acredito que crianças de 8 anos ou mais vão entender o filme, não é nenhum bicho de sete cabeças. O problema é a propaganda exibir o filme como infantil, a modelo de Divertidamente, o que pode ser considerado propaganda enganosa.

Mulan (live action)

Imagem: Divulgação oficial Disney +, 2020

Após várias mudanças na data de lançamento do filme por causa da pandemia, foi decidido que o live action de Mulan estrearia diretamente no streaming. A expectativa era grande, até porque o último live action de filme clássico da Disney, A Bela e A Fera, foi um grande sucesso. O que a produção entregou, infelizmente, foi uma história de guerra e magia, mas não a história que conhecemos e amamos. As principais diferenças para a animação Mulan, de 1998, é a ausência do dragão Mushu e do Capitão Lee Shang, que são essenciais para a trama. Também acrescentaram uma bruxa, que não existia no desenho, o que acabou com o realismo da história. Falando em realismo, existem cenas muito forçadas no filme, o famoso "fácil demais". Acredito que o filme ainda valha para passar o tempo, mas com certeza não é o que os fãs do desenho esperavam e mereciam.

A Dama e O Vagabundo (live action)

Imagem: Reprodução do filme, 2019

Esse live action é uma recriação do filme clássico, sem grandes alterações de roteiro. Assim como o Rei Leão, de 2018, o filme tem animais como protagonistas, e, portanto, o live action dá uma verossimilhança maior aos personagens, mas passa longe de ser realista (afinal, animais não falam). Assim como o original, o filme é ótimo para passar o tempo e assistir com a família toda. É o pacote completo de um filme Disney, animais fofos, romance, aventura e lição de moral. O filme é lindo, mas não surpreende, muitas pessoas já conhecem a história, e mesmo quem não conhece poderia deduzi-la facilmente.

A Fada Madrinha

Foto: Divulgação oficial Disney +, 2020

Indiretamente, é uma recriação do sucesso "Encantada": alguém do mundo mágico vai a Boston, não se encaixa, e apega-se a humanos. O filme até possui a sósia da Amy Adams (de Encantada), a Isla Fischer. Infelizmente, a produção não chega aos pés do filme que a inspirou. A trama é fraca, o filme é chato e a protagonista Eleanor (Jillian Bell) não convence. A sinopse é que existe uma faculdade de fadas madrinhas, mas a profissão está falindo porque os humanos não acreditam mais nelas e não pedem por ajuda. Determinada a salvar a escola, Eleanor encontra a carta de uma criança pedindo por ajuda e decide encontrá-la. Mackenzie (Isla Fisher), porém, já é adulta e não acredita mais em magia. Acho que deu pra entender que o filme não é bom, vamos seguir em frente.

Sociedade Secreta dos Segundos Filhos Reais

Foto: Reprodução do filme, 2020

É um filme adolescente sobre realeza, no estilo de Descendentes. Sam está cansada de ser da família real e obedecer às regras, e não entende a sua irmã, a primogênita, que está prestes a se tornar rainha. No entanto, ela descobre que os segundos filhos reais, apesar de não serem reis, têm poderes e são encarregados de proteger o mundo (oi?). A premissa não faz sentido, mas, no decorrer do filme, ele se torna algo como "Super Escola de Heróis", pois existe uma academia na qual eles treinam seus poderes. Acredito que as crianças vão gostar, mas somente elas. O que fez eu assistir ao filme foi a presença do ator Niles Fitch, de This Is Us, que tornou-se o primeiro ator a interpretar um príncipe negro na Disney.  Apesar de A Princesa e o Sapo ter Naveen, um príncipe negro, trata-se de uma animação, portanto Sociedade Secreta dos Segundos Filhos Reais conquistou esse marco. Infelizmente, o ator mirim tem pouco destaque na trama, o que é realmente um desperdício. 



Lançado em 2019 nos EUA, a Disney+ prometeu mais do que entregou até o momento. Como disse no começo, acredito que a assinatura, por enquanto, só valha a pena para crianças ou para quem consome conteúdo da Marvel semanalmente. Esse cenário pode mudar logo, pois o streaming anunciou novas produções originais, um exagero de conteúdo, e logo saberemos se elas serão um sucesso ou o declínio da qualidade Disney. Portanto, meu conselho para quem está pensando em assinar é esperar alguns meses. Afinal, o conteúdo que está disponível agora ainda estará disponível na metade do ano. Veja abaixo os conteúdos anunciados pela plataforma:


  • Séries da Disney: Tiana (a princesa e o sapo), Moana, Baymax! (Operação Big Hero), Zootopia+ e Iwájú.

  • Séries da Marvel: Wandavision (lançou hoje!), Loki, Falcão e o Soldade Invernal, Gavião Arqueiro, Mulher-Hulk, Moon Knight, Secret Invasion, Ironheart, Armor Wars, Guardiões da Galáxia especial de Natal e I am Groot.

  • Filmes: Pinóquio, Peter Pan e Wendy, Desencantada (sequência de Encantada) e Raya e o Ultimo Dragão.

E você, assinou ou está pensando em assinar a plataforma de streaming? Conta nos comentários!

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